Aproveitei o final de semana para começar a cumprir esse desafio. Afinal, pegar ônibus grávida, com uma criança de dois anos e nove meses nos braços e ainda em dias e horários de pico, requer não só muito equilíbrio como um certo traquejo.

Bom, nem preciso dizer que o Lucca amou. Já andei algumas vezes de ônibus com ele mas dá muiiiito trabalho. Então, com o Lucca, só a passeio. 
Dessa vez, precisava ir ao centro da cidade para resolver alguns assuntos. Aqui em Santos existe a linha normal de ônibus e a linha de ônibus seletivos, que param fora dos pontos, tem som, ar-condicionado e a passagem é pouca coisa mais cara. Pra quem pega todos os dias pesa um pouco mas, pra de vez em quando, dá pra ir. 
Fomos e voltamos numa boa e curtimos muito o passeio. Além da economia de deixar o carro na garagem, tem a tranquilidade de não ter que se preocupar com o trânsito, com onde estacionar o carro, com flanelinhas, etc.
Até algum tempo atrás eu trabalhava no centro e sempre preferi ir e voltar de ônibus. Isso porque o trânsito me estressa demais. Então, gravava os horários que eles passavam e pegava bem perto do ponto final, pois lotam muito rápido. Me lembro que no final da gravidez do Lucca, quando já não podia mais dirigir, utilizava o seletivo e ia curtindo o caminho, sonhando com a carinha do bebê. Mas, infelizmente, se contasse a gasolina e o estacionamento, ir de carro ainda saía mais barato que ir de ônibus. Isso é terrível! Santos não é uma cidade territorialmente falando tão grande mas, a passagem do ônibus chega a ser abusiva. Não temos metro, agora temos ciclovia em algumas avenidas princpais, porém, os ônibus continuam sendo o principal meio de transporte coletivo. Assim, fica praticamente impossível pegar ônibus por opção. Quem tem carro, com certeza, não se arrisca e, apesar dos pesares, acaba preferindo o conforto de seu próprio automóvel.